sábado, 2 de maio de 2009

Uma Bala Dentro Da Vala

Uma bala dentro da vala.




Olha uma bala.

Uma bala dentro da vala.

Sabe o que é? Fui eu.

To nem ai.

Olha de novo, uma bala dentro de outra vala.

Sabe o que é? Fui eu.

To nem ai.

Morreu.

Matei.

Adorei.

Sabe o que é? Fui eu.

Vejo sangue, vejo dor.

Eu adoro esse som:

Pati. La. Mi. Ti. Bum!!

Alguém ali caiu.

Olha o que aconteceu, alguém morreu.

Sabe o que é? Fui eu.

Eu matei e mato de novo.

Você acha que eu me preocupo?

To nem ai.

Ele morreu, eu matei.

Nossa como adorei!

Sabe quem foi? Fui eu.

Vi seu sangue, escutei sua dor, adorei aquele som.

E ele cai na vala, com um tiro na cara. Há, há, há eu pedi para ele olhar.

Olha uma bala!

No seu coração cravou ninguém tirou.

A bala no coração, o coração com uma bala, o pobre do homem que devia, caia.

Caia na vala.

Eu matei e não me arrependo, fui eu que matei.

E falo sem nenhuma preocupação, não to nem ai.

Adoro aquele som.

Patife, ladrão, miserável, tirano. Bum!

Uma bala pra quem mereceu.

Uma bala pra quem morreu.

Uma bala para um patife ladrão.

Uma bala - quem deu - fui eu!

Eu matei e mato de novo pois mereceu.

Sabe quem sou?

Quem sou eu?

Patife, ladrão, miserável, tirano. Bum?

I ... morreu.

Quem mandou fala isso de mim?!

Olha ele, uma bala dentro da vala, em uma vala...

Sabe, que tal trocarmos um pouco de fala?

Uma bala dentro da vala.

Sabe quem deu? Essa não fui eu.

O que faço aqui? Eu não sou igual a ele, mas por que também ganhei?

Bum!Uma bala em uma vala. Não era pra trocarmos de fala. Eiiiiiiii!!!

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