E ele batia... e batia.
Ela acusava... e acusava.
Eu que era o culpado... de tudo era culpado.
Triste de joão.
Coitada de dona maria.
A pequena flor estava tão murchinha.
Era engraçado ver duas crianças brincando.
Olha! O que é aquilo, duas crianças brigando?
Não... roubando – matando - estuprando e quebrando todos os laços de amizade.
Olha, um adulto levando seu filho.
Seu filho o levava para sepultura.
Olha - a mãe - matou o filho.
A filha mata a mãe.
A cor de uma bandeira alegre.
A cor de uma bandeira preta e cheia de preconceitos.
Olha que coisa, veja só ninguém pode me esmagar.
Pois agora é esmagado.
Se pisado amassado.
Olha o peso de uma terra.
Que coisa feia.
Feio seria dizer: ele me batia.
E ela acusava, e com alguma coisa me espetava, falando: _vai seu negro sem alma trabalhar.
O que fiz de errado, eu me perguntava. Por que sempre eu era o culpado?
Naquele dia meu amigo perdeu o pai, ficou sozinho, sem alegria. Sua mãe chorava, pois não sabia o que fazer, só tinha agora joão. Para você ver, nem tudo é fácil, mas tudo é dificil. Coitada de dona maria.
Naquele caixão a pequena flor tão murchinha, quem não estaria em uma desgraça de um dia, um de dia-a-dia.
Eu e ele, ele e eu, brincamos.
Era amigo dele, o que ele fazia eu fazia também
Brincamos - brincamos
Roubamos - roubamos
Matamos matamos
Estupramos - estupramos
e brigamos, paramos de ser amigos.
No meio daquela confusão joão.
joão pega o oitão, e, em mim atirou, olha em quem pegou.
O menino com o pai caido no chão aos sete anos teve que carregar um caixão
Sem o pai ele chorava, a mãe gritava e colocava o filho para trabalhar, com oito anos teve que crescer, pois sua infância tinha que morrer. Quem matou, a mãe? Sim, foi ela.
Mesmo fazendo tudo pelo filho, ele se revolta. Ela se mata, matava a mãe de desgosto que filha ingrata.
Felicidade e alegria, esperança de um dia, prazer em ter riqueza para não perde. Ajuntando tudo o que vai dar? Uma cor bonita para contar.
Se nada disso tem, sobra tristeza para alguém, pra quem?
Tristeza e desânimo, aonde estava o ânimo? O que isso dar? Um vazio sem algo para contar.
Agora eu posso tudo, ninguém me humilha mais . O que tem ai rapaz? Uma coisa que conquistei! Me dá isso, pois agora é meu, vou sair dizendo por ai "olha o que ganhei". Não posso senhor é presente de meu avô. Que me importa me dá essa bosta.
Que coisa feia ela me dizia, "isso não se faz pois quem te espeta é satanás". Ai, ai, ai.
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