sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
<< Pense>>
Hoje estava no metrô e comecei a meditar na passagem em que Pedro afunda nas águas. Confesso que já ouvi varias pregações sobre esse tema, certamente até eu preguei.
Algumas pessoas falam que Pedro era um homem de pouco fé, pois parou de acreditar no Mestre, outros dizem que ele olhou pro vento e afundou talvez porque teve medo dos maus espíritos, pois certamente foi assim que os discípulos olharam e compararam Jesus a primeira vez que o viram andar sobre as águas... Mas onde quero chegar?
Simples, hoje meditei que Pedro não perdeu a fé no Mestre, mas em si mesmo, pois o Mestre não estava afundando e sim Pedro. Para perder a fé em Jesus era necessário que Pedro tivesse visto o Eterno afundar, mas ao contrário a isso quem afundou foi pedro.
Pedro me chama atenção em dois pontos básicos.
1- Pedro anda sobre as águas. Mesmo sendo pequenos passos, Pedro andou, ninguém pode negar Ele andou. Imagino a cena, Jesus chamando, Pedro andando, Jesus longe, e pedro afundando, aí pedro começa a ficar desesperado porque está afundando, mas a questão é, pedro não era pescador? Certamente sabia nadar, então por que temer? Existem momentos em nossas vidas, que nossos talentos e nossas habilidades não vão adiantar de nada quando nossa auto-estima estiver pra baixo, a única coisa que pode nos livrar do mar que nos suga são as mãos poderosas do Eterno.
2-Pedro volta andar sobre as águas. Todos os pregadores que ouvi, para na parte em que Jesus ajuda Pedro, livrando esse do afogamento, mas a história continua e sabemos que Jesus dá a mão para Pedro e esse percebe que o Mestre estar ao Seu lado. E com o Mestre, Pedro vai até o barco.
Aprendo que sem Jesus eu consigo até dar alguns passo nas águas do mundo, mas uma hora eu vou afundar. Mas quando estou de mão dadas com Cristo jamais afundarei, ao contrário continuarei andando sobre as águas e com Ele estarei de volta ao barco. E o famoso ditado Evangeliques diz: com Jesus no barco, vai tudo bem...
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Hoje eu Chorei
Esses dois últimos meses andei postando algumas coisas no meu facebook: frases de desânimo, fotos com bebidas, e insatisfação pessoal. Em 2013 muitas coisas boas aconteceram, conheci pessoas maravilhosas, entre elas criei um vínculo de amizade e de companheirismo. Por outro lado, também desfiz muitas amizades, relacionamentos de anos, quando percebi que nenhum daqueles que me afastei eram amigos de verdade. Tornei-me critico, estudando um pouco de hermenêutica, aprendendo exegese, sistemática e história da igreja. Comecei a olhar um pouco mais para os compêndios das margens teológicas. Fui cativado pela Teologia da Libertação, Missão integral e pelo sistema da Caridade e do perdão. Mas também fui frustrado pela teologia da prosperidade, pelo falso moralismo da teologia da miséria e os amuletos gospeis. Fiquei confuso quando conversei com um colega influente no meio da cristandade, quando disse: “É necessário uma reforma dentro da reforma”. Fui pego de surpresa quando ele utilizou o nome “Sistema”, relatando que havia um sistema por trás de muita coisa e que eu deveria ficar era quieto e não sair espalhando isso. Sim, ele tinha razão o melhor foi ficar quieto até agora!
2013 foi o ano que pude aproveitar o máximo de tempo para conhecer em alguns detalhes a mulher com quem vou me casar, fiquei triste, pois um dia pensei em casar com outra, mas fui encorajado a continuar, pois ela substituiu e completou todo vazio emocional que havia em mim.
Se eu fosse falar coisa por coisa, 2013 seria um livro. Diferente de 2012, em 2013 eu não fui chamado de ladrão, não fui expulso da minha igreja, a não ser de uma igreja do interior quando disse para o Pastor que o que ele fazia era errado com os membros, que a forma de ele matar as ovelhas dele não o caracterizava pastor, mas sim lobo. Fiquei triste, por falar isso, pois nem diácono eu era, apenas um seminarista. Dias depois eu sou chamado por esse pastor, ele me pede perdão e diz que tudo que eu falei estava certo, ainda me pediu para que eu ajudasse novamente.
Fui surpreendido nas horas mais difíceis, às vezes não tinha um dinheiro no Bolso pra comprar uma pasta de dente e o Eterno sempre me surpreendeu com suas provisões. Por outro lado fui esquecido por aqueles que disseram que me ajudariam, no período de um ano, foi raro receber uma visita do meu pai e uma ligação daqueles que disseram serem amigos. Nessas horas percebi a força de uma mulher companheira que me incentivava a nunca desistir.
Estudei bastante, comecei a fazer duas faculdades, cerca de 12 horas de estudos por dia, fora os serviços braçais, esses foram os melhores momentos, pois trataram meu caráter. Conseguir uma bolsa 100% em troca de suor e trabalho. Entrei em depressão, batalha espiritual, uma angustia diária, a vontade que eu tinha era tirar a minha vida. Nunca falei isso pra ninguém a não ser para um amigo, esse deu risadas, mas todos os dias eu pensava em suicídio, sim. Mas as mãos do Eterno sempre estiveram me guiando e me protegendo.
Como disse há dois meses eu estava me desviando, já não ia à igreja, ninguém percebia, eu estava desanimado, tanta ingratidão. E parece que eu ia me afundando cada vez mais, eu não conseguia ler a Bíblia, orar, tão menos ir à igreja. Comecei a beber, a fumar, sair e quase terminava o meu relacionamento. Não sentia vontade de nada, não recebi uma mensagem, uma visita, uma ligação, ao contrário só recebia ingratidão, longe daquilo que um dia não plantei, foi o que eu colhi. Mas isso foi motivo para poder rir e ver que alguns espinhos não tiraram a beleza que havia na rosa que a vida me concedeu.
Eu fiquei com vontade de abrir a boca e falar de varias coisas que sabia, mas toda vez que eu pensava em falar algo uma voz me dizia: “Silêncio”. Foi assim que fiquei.
Quando eu descobri o que significava graça eu fiquei enojado, com o mercado da fé, algumas variáveis daquilo que posso fazer alusão a ser um “show da fé”. Uma barganha, um sincretismo pagão, um capitalismo disfarçado e tão aberto naquilo que poderia revelar em “Ética protestante e o espírito do capitalismo” de Max Weber.
Cansei por um lado, desanimado por outro, sem saber o que queria, me afastava, me afastava de mim. Fiquei chocado pelo alto grau de separações, adultérios, pedofilias, fornicações, homossexualidade, desvios de dinheiro, arrecadações de votos para partidos políticos, favorecimento familiar, financiado pelo show da fé. Tudo isso acontecia às escondidas, mas tão nítidas que no sussurrar das paredes todos sabiam, mas faziam de conta que nada sabiam.
Fiquei triste pelas opiniões formadas, pessoas incentivadas por um play boy que na verdade mal sabia o que era viver a não ser o mundinho de um milagre. Nada além mais, conheço um milagre, pessoas que sobreviveram quando já não havia mais jeito para sobreviver, milagre foi quando percebi que eu não estava no controle para tomar decisões, milagre foi ver o Eterno ser bom para comigo e você. Senti-me triste ao ver um púlpito monarca, um sistema religioso ditador, uma ideia utópica, uma religião de mortos vivos, espíritos secos, e corpos famintos pelo pecado. Opressão que faz o monstro querer sair de dentro de você. Eu fiquei triste.
Nada do que citei me fez chorar, apenas estou resumindo, apenas estou resumindo, há muitas coisas que gostaria de dizer.
Hoje aqui no Rio de janeiro eu chorei dentro do ônibus. Chorei pela Alessandra e pelo Douglas. Você sabe quem são eles? Aposto que não, porque eu também não sei! Eles falavam sobre sexo, dinheiro e ostentação. Mal os entendia, difícil entender o palavreado carioca, mas uma coisa eu entendi, quando geral dentro do ônibus começou a falar mal de igreja, ao dizer que pastor é tudo ladrão, a imitar o Edir Macedo, a zoar com a Bíblia; eu comecei a chorar quando um deles disse que foi evangélico, eu chorei quando algumas crianças entravam no ônibus e falavam de sexo, eu chorei quando comecei a ouvir crianças zoando e já não davam mais créditos a pastores, e o pior é que eu concordava em pensamento com tudo que elas falavam. Eu chorava quando o Douglas e Alessandra diziam que um dia gostariam de voltar para igreja, mas não conseguiam, pois não viam nenhuma diferença entre o mundo e aquilo que deveria ser chamado de corpo de Cristo. São nessas horas que vejo a ideia Liberal, em que muitos veem a bíblia como valor histórico, são nessas horas que ao ver pessoas mortas dentro da igreja, consigo enxergar um cristo que nunca ressuscitou, um código de Da Vinci que revela o Cristo saindo com Madalena, fugindo para bem longe, se escondendo, assim como pastores fazem, a igreja que se torna uma prostituta, que há muito tempo não é mais igreja.
Meus olhos encheram de lágrimas, meu coração ardeu, e uma voz sussurrou nos meus ouvidos dizendo: ”É por isso, e são por esses, que você não pode parar”. Eu dizia: eu sou mais um, não sou filho de Pastor, não falo bem, e estou desviado... Era o ponto final de Madureira, todos tiveram que descer, ao olhar para os lados eu não sabia o que fazer, quando aquela voz me dizia: “Ore por eles”. Fiquei triste, confuso, não podia, um desviado orar por alguém. Eu corri atrás do Douglas e da Alessandra, e perguntei se podia orar por eles. Eu orei por eles, e no final eu ouvia a Alessandra dizer: Deus cumpra em mim suas promessas, me aceite novamente.
Hoje eu chorei, porque eu pude ver que as mãos do Eterno não saíram de perto de mim em nenhum momento, e que mesmo passando por tantas coisas eu percebo “que aquilo que não me matou me fortaleceu”, pode até ser uma frase de um ateu, mas estou convicto que o Eterno está além dos nossos limites, além daquilo que o imaginamos, o eterno me fez um convite hoje, e o convite foi: Corra para os meus braços, eles estão abertos para ti, eu decido seu 2014, e sua história Filipe de Freitas Serafim não tem fim, escreva para aqueles que estão com você e diga, que há uma nova geração, com uma voz de reforma.
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Como é difícil ser Cristão
Como é difícil ser Cristão
Seguindo os Passos do Mestre. Hoje fui desafiado a escrever sobre ser Cristão. Não tenho muito a falar, ainda estou aprendendo o que é ser Cristão, apenas irei expressar minha opinião, não aquilo que acho, mas uma certeza formada nessa caminhada Cristã.
Em Atos dos Apóstolos no capítulo 11, versículo 26 pela primeira vez os discípulos são chamados de Cristãos.
“ e tendo-o achado, o levou para Antioquia. E durante um ano inteiro reuniram-se naquela igreja e instruíram muita gente; e em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados cristãos.”
Segue a epigrafe do texto que “O evangelho é pregado aos gentios em Antioquia”. No versículo 26 o nosso amado médico irmão Lucas narra como e onde surgiu o termo Cristão.
Hoje me deparo como é difícil ser cristão, principalmente quando olhamos para o significado desse nome, sua etimologia: Cristão essa palavra vem do Latim CHRISTIANUS, “seguidor da doutrina de Cristo”. Sua origem vem de “Cristo”, que significa Ungido*.
Somos ungidos? Sou ungido?
Os discípulos pareciam muito com Cristo que no dia da traição Judas deu um beijo no Mestre para diferenciar esse dos demais. Na antiguidade seguir os passos de um Rabino era também se vestir e falar como tal. Dentro desse contexto Paulo escreve as igrejas dizendo: “sejam meus imitadores como sou de Cristo”. Ser imitador, ser cristão é ser imitar, é fazer o que Cristo fez e se possível fazer coisas maiores, quando na verdade não há nada maior do que a Expiação pelos nossos pecados, o sacrifício vicário na cruz.
Seguir os Passos do Mestre não é fácil, pois seguir os passos do mestre é seguir a unção da angustia, da aflição, medo, rejeição, humilhação. Seguir os passos é não poder olhar para trás, nem tão menos para frente, a única opção é olhar para alto, pois do céu que vem o socorro. E quem é o socorro? O socorro é o Senhor, e quem é esse? Esse é o Reino chamado de Emanuel, messias o Cristo, Soberano da linhagem de Jessé, remanescente, estrela da manhã, luz da aurora, estrela de Davi, Hosana, Conselheiro, Príncipe da Paz, O verbo que ser fez carne, Boas Novas, Ele é Reis dos reis, Senhor dos senhores, o principio e o fim, Alfa e Omega.
Não é fácil, ser cristão. Nunca foi e se um dia for não quero servir a esse cristianismo barato e fajuto, onde oferece solução para tudo. Se alguém tiver uma religião que resolve todos os problemas e que de fato arranca todos os espinhos, traga-me duas, pois eu compro.
Resumindo todo o texto, sabe por que não é fácil ser cristão? Um cristão verdadeiro não aguenta ver a multidão com fome, com sede e frio, ser cristão verdadeiro é não aceitar imoralidade, corrupção e a depravação. Ser cristão é saber que mesmo ajudando você vai ser desprezado, ignorado e até mesmo esbofeteado, mas tem que amar as pessoas que lhe fizerem isso. Não é fácil ser Cristão, porque ser cristão é morrer para o mundo, morrer para suas próprias vontades.
Seguir os passos do Mestre é deixar tudo para trás e caminhar para o plano da soberana vocação, pois Ele venceu o mundo e o cristão também vencerá.
*Não estou aqui para fazer um apêndice de uma etimologia mais profunda desse nome tão menos um debate teológico da perspectiva histórica da igreja católica o que quero é apenas expressar a minha frustração contra o sistema de vida que vivemos, o Cristo que conhecemos em algumas igrejas é aquilo que o papa Leão X falou: “Quantum nobis prodeste haec fabula Christi” .
Estou cansado, típico de um estudante frustrado.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
<< Só Leia se você tiver estomago forte>>
Já escrevi algumas frases aqui no facebook, também já li muitas coisas falando sobre quando alguém se desvia. Eu gostaria hoje de fazer um comentário diferente.
Na maioria dos casos as pessoas se desviam por algum motivo envolvendo outra pessoa. Um escândalo ou algo aparente é o que faz pessoas desviarem. Temos a famosa frase que diz: “a pessoa desviou porque não estava olhando para Jesus e sim para o homem”.
Então as pessoas desviam por que tiram o seu foco de Jesus e colocam no homem?Sim! Mas onde está o homem? Não deveria este está em Cristo?
O grande problema é que, se somos luz, somos a imagem, refletimos o Cristo, por que essa pessoa se decepciona? Por que somos falhos! Seria a resposta? Mas ser falho não leva ninguém a se desviar. Todos têm a consciência da fraqueza do próximo, às vezes nos iludimos achando que Pastores não erram, mas isso não nos faz desviar, não são suas falhas, e sim sua falta de comunhão com o Eterno. O não está no Cristo.
Infelizmente tenho que concordar que Cristo é menos do que espero e mais do que preciso. Chego a concluir que uma pessoa se desvia quando não consegue enxergar o eterno em nossas vidas. Por que uma pessoa desviou? Porque ela não enxergou Cristo em mim. Não pelos os homens e sim pela falta de Cristo. Mas o enxergar talvez vá além, é olhar nos olhos do outro e querer enxergar o Cristo no "outro", mas dentro dos olhos do próximo veremos o reflexo literalmente do nosso. Estou enxergando Cristo em mim? Ao olhar nos olhos do próximo é ver se sou digno de misericórdia e de piedade. Olhar nos olhos do próximo é a busca insensata daquilo que gostaríamos de ser, daquilo que nos completa.
A Bíblia relata que certa vez, um homem chamado Demas amou mais o presente século e abandonou Paulo(2Timóteo 4:10). Esse desviou porque não viu em Paulo o reflexo de Cristo. Isso é uma heresia não sei? Mas pergunte a Marcos o que ele sentiu quando foi desprezado por Paulo(At.15.37-39 ). Pergunte a Barnabé que quase saio em tapas, pois Paulo desprezou seu sublinho. Será que Marcos conseguia ver naquele momento o Deus que Paulo pregava, o evangelho prático de apostar em outras pessoas. Lá na frente Paulo se arrepende, vermos isso especificado em Onésimo (Filemon) e em suas saudações a Marcos.
As pessoas devem sim olhar para os homens, porque é através de nossas vidas, são em nossas experiências que refletimos a graça do sacrifício Vicário. Mas quando paramos de Refletir essa graça, as pessoas se afastam, e na caminhada cristã o que elas apenas procuram é um exemplo prático de solidariedade, um gesto de amor de mão estendida esse é o exemplo do Cristo vivo, dizendo: “pode tocar Tomé, foi por você”.
Somos chamados a refletir a imagem do cordeiro, não é o exemplo de tomar o Seu lugar, mas o do outro. Se necessário não viver para nós, mas para que o próximo enxergue em nossas vidas o que enxergávamos ao olhar o Jesus homem. Mesmo não aceitando enxergavam o Jesus Deus.
O que você tem Refletido? Confesso que não tenho Refletido o amor, tão menos a graça, e sou culpado por todos aqueles que se desviaram por não enxergarem o Cristo em mim!
Filipe de Freitas Serafim.
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