sábado, 10 de janeiro de 2009

de Filipe Freitas no final

Uma Lição Na Vida.

Como estou cansado e a muito tempo não escrevo talvez tenha perdido a prática. – Bom sempre comecei um texto dizendo: _” prazer meu nome Filipe”. Nisso digo minha idade e o que acontece não fugirei da forma e origem, mesmo sendo necessário mudar algumas vezes.

Prazer Meu nome é Filipe de Freitas Serafim, tenho 19 anos de idade, tenho um filho e minha namorada espera um está novamente com a suspeita de gravidez, amanhã iremos tirar essa dúvida, irei encarar a verdade de frente e observarei se realmente ela está grávida.
Prazer meu nome é Filipe e faltam 1 mês e meio para completar 20 anos de idade, um momento feliz.- não! Há muito tempo não dei muita atenção a essa data 27 fevereiro, não tenho ligado muito pra ela, lembro-me que me sentir feliz uma vez, foi quando estava trabalhando e em certa oportunidade ficaram sabendo que era meu aniversário e me saudaram com tapas nas costa, foi engraçado, feliz por ter apanhado? Não feliz por ter sido “talvez” aceito em um grupo.
Desde pequeno sempre me destaquei, não pelo o que era, mas pelo o que fazia, mas você é o que você faz essa é a resposta, então sempre fui.
“...Não fazer é optar por uma ação”, talvez tenha ouvido isso em algum lugar.
Sabe o garoto mais engraçado da sala de aula? O mais bagunceiro, o mais brincalhão e ao mesmo tempo o mais esperto? No tom sorridente respondo que não fui eu. Eu sempre fui o garoto de canto que fazia um ou outro dar risadas, mas, sempre extrapolava e no final ninguém achava graça, era o que fazia de conta que sabia de algo, tentava dizer uma coisa e a professora entendia como certo dizendo que minha explicação estava correta, ao mesmo que dizia ou fazia uma síntese em cima dela, eu observava dizendo: “não foi isso que eu disse”. – pena nunca ter falado para ela, briguento nunca fui apenas me exibia quando via que tinha vantagem em alguém com menos capacidade de força que eu, ia no embalo de colegas que no final se distanciavam quando estava perto pra apanhar realmente.
Fui crescendo, e objetivo e nunca parar sempre descobrir mais, nunca continuamos como estamos sempre alguma coisa muda nossa visão de vida na vida é a vida que se leva ou é levado por ela por ele seja nela!
Faltam alguns dias para meu filho completar seu primeiro aniversário, me lembro de quando ele nasceu, minha namorada estava em casa e eu disse a ela que iria trabalhar, antes de ir ela olhou pra mim e disse que a criança iria nascer naquele dia, mas o médico havia previsto para 10 dias a frente. Falei para ela que se ela tivesse alguma dor forte ela me ligasse que iria correndo socorre – lá, por que fui trabalhar? Foi simples, não tinha quem levasse alguns homens para trabalhar em Jundiaí, sair as 05:00 horas da manhã de casa, durante a semana foi programado quem levaria, me coloquei a disposição, me lembro que um dia antes disse não haver possibilidade, pois estava sem carro, um outro colega de trabalho emprestou o carro dele, tinha dado a minha palavra que levaria os homens, tive acorda bem cedo, fui ao escritório peguei os detectores de metal e o homens que iriam trabalhar, os levei.
Nesse mesmo dia trabalhei tentando me superar ver até onde eu chegaria, queria ser um bom encarregado, minha vontade era de mostrar para outros que também podia, era mostrar pro cara que confiou em mim que ele não tinha atirado à pedra e nem conduzido a sorte no caminho errado.
Tentei, mas tentar sem saber ou ter certeza do que faz não é tudo, fazer certo, o certo é o que deve ser feito, uma coisa que não se passou pela cabeça lá estava eu procurando um jeito de locomoção mais rápida pelo parque, estávamos cobrindo um show em um parque, a forma de locomoção era bem grande, pois tudo ficava distante, tive a oportunidade de conversar com o Diretor do parque o mesmo me disponibilizou de 10 bicicletas, ainda achei pouco, o parque ainda continuava grande de mais, tentei uma coisa mais ousada, o parque disponibilizava de algumas motos apenas para funcionários habilitados com cadastro na prefeitura e de confiança, mas mesmo assim consegui a Moto emprestada, mesmo não sabendo pilotar uma moto aprendendo, sendo um erro meu, pois não era patrimônio meu, mas meti a cara e aprendi a pilotar moto naquele dia, um dos encarregados presente viu minha dificuldade e me orientou deixar a moto com ele, seria mas seguro, concordei. Quando começou o evento e todos os homens chegaram um dos estava sem uniforme e não havia sobrado uniforme para ele estava com uma camisa da empresa, dei a minha camisa para o mesmo, no meio do evento quando faltava pouco pra terminar recebo a noticia que meu filho havia nascido meu primeiro filho nasceu... Nunca desejará ter sido pai tão cedo, talvez desconheça um pouco essa palavra mesmo hoje separados por uma questão financeira, é muito simples ele mora com a mãe, a mãe mora com os pais, os pais acham que não tive capacidade de sustentá-los, e de certo não tive e ainda não tenho, pois estou desempregado, mas de muita vontade e de passo em passo ainda moraremos juntos, talvez penso que até a mãe do meu filho acha que eu não quis leva - lá pra morar comigo.
... enquanto o recebia a noticia que meu filho tinha nascido ao mesmo tempo levava uma reclamação que se houvesse de trabalhar sem uniforme não receberia a minha paga no próximo evento, sendo que todos os encarregados não estavam de camisas, até que explicasse tudo de nada faria sentido, não era uma ofensa era uma comparação, estava ali para servi de espelho, pois alguém confiou em mim. Mesmo recebendo a noticia que meu filho havia nascido não pode ir embora, não tinha um centavo na carteira precisava continuar até o final para receber meu cachê, pois ainda não tinha comprado nada pra criança. Terminando o Show fui receber meu cachê, por incrível que pareça recebi a paga de um segurança, trabalhei naquele dia, e perdi a oportunidade de ver meu filho nascer, não estando com a mãe do meu filho até hoje, agüentando xingos e mau olhado tudo por 40 reais, veja que a muitos que não recebem nem isso e se perde por pouco. Fui ver minha mulher e meu filho.
Chegando ao hospital da aeronáutica entrei e fui ver a pessoa que mais amo, com quem estava preocupado a mãe do meu filho, mas a preocupação começa mais ainda quando você ver aquela ser pequeno de olhos fechados tão pequeno e tão frágil, foi um momento único, pega-lo no colo, tocar em suas mãos poder abraçá-lo de leve, com calma. Tive que pouco naquele mesmo momento percebi que tinha que voltar, pois ainda era pouco o que eu tinha na carteira, tinha que comprar muita coisa pra criança, tinha que ir trabalhar, fui trabalhar. Um filho, tive um filho aos 19 ano de idade, um presente que tive dois dias após meu aniversário.
Passou o tempo e devido essa questão de trabalhos, e trabalhos, trabalhos perdidos por mim mesmo. Trabalho perdido.
Porque brigamos antes não tinha dito, lembro-me que fui a certo aniversário em certo lugar, e cheguei tarde da noite, nessa ocasião tinha sido expulso de casa pelo meu pai, fui expulso porque minha mãe tinha se separado do meu pai, em um dia de stress meu pai chegou em casa com raiva e começou a dizer varias coisas pra insultar minha mãe, ao mesmo tempo discordei dele, dizendo que quem estava errado era ele, minha mãe separou dele por ele está viciado com o jogo, ela não agüentava ser tocada por cartas de baralho, na emotividade meu pai começou a me xingar, partiu pra agressão querendo que brigasse com ele, me empurrou deu até uns socos, peguei minhas coisas e fui embora, nunca, nunca mesmo, por mais coisa que ele fez ou faça levantaria a mão para ele. Fui morar na casa da mãe do meu filho, foi por ter ido a essa festa e ter metido para ela que agente terminou e tive que sair da casa dela e foi por isso que por um bom tempo dormi no escritório onde trabalhei.
Passou o tempo sair desse emprego já invista de outra coisa decidi mudar, em uma breve discussão com um amigo se é que o posso chamá-lo de amigo, pois é assim que o considero aproveitei a onda e deixei o barco correr e foi nesse vento de deixar o barco correr que no final voltei para onde comecei, o ponto de partida é o ponto de chegada.

Algo que relato a cima é pouco e não é nada, apenas falei sem ter saído do lugar, mas acredite uma lição na vida é como conseguimos destacar o que temos de melhor e o que queremos.
Você sabia que escrevo essa carta na realidade de pedir a você uma outra oportunidade, apenas mais uma, não dada, mas conquistada, como já sabe estou com uma barraca de lanches, essa barraca não tem me dado o lucro que necessito hoje. E estou com varias contas a pagar, e com essa preocupação de uma segunda gravidez, meu pai tem me jogado na cara todos os dias que sou vagabundo, por não está trabalhando na empresa que ele me colocou, e me diz que sou um imbecil por ter voltado pra São Paulo, não fui imbecil por te voltado para ficar do lado da Mãe do filho e do meu Filho.
Sinto até envergonhado, mas como não havia a capacidade e o luxo de dizer preciso de uma ajudar maior, - apelo para o que sei fazer de melhor, escrever e sendo com isso que digo que preciso trabalhar, se é que sente vontade ou se ao menos me der a oportunidade de mostrar um bom serviço o farei, sendo grato e prestativo.
Ao mesmo tempo sou grato pela ajuda uma vez já dada.

Uma lição na vida

Hoje percebi que fazer embaixadas com uma bola de futebol é quase relação de vida é está ligado com a bola com que se faz.
Sendo que foi uma aposta eu e meu irmão novo de 12 anos fizemos uma aposta que conseguiria fazer mais embaixadinhas, o numero mínimo era de 10 depois pra 15 e na soma total 20, quem chegava no 20 primeiro ganhava,fazendo uma aposta simbólica que se meu irmão tivesse ganhados elas estaria cheio da grana agora.
Não conseguia sair das primeiras cinco, sempre me perdia com a bola, meu irmão as vezes errava, mas sempre conseguia ir até o final, a questão não era fazer bonito, era chegar até o tanto indicado.
Formos fazendo, olhava a bola de todos os lados e percebia que deveria ter um jeito mais fácil de fazer embaixadas, primeiro bola não tem lados, a não ser o de dentro e o de fora, segundo não o jeito que deve pegar, mas o jeito que se tem, cada um faz o seu, é só adaptá-la no final, você o que você quiser com ela, mas isso requer inúmeras tentativas, quando meu irmão chegou às vintes embaixadas disse que era de dormi e foi dormi observei, assim é na vida quando as pessoas conseguem aquilo que querem elas deixam as outras também conquistarem e se afastam, na verdade ausentam-se, sendo que não quer dizer abandono, mas de recompensa, progresso, satisfação e aproveitamento, aquele que não consegue talvez entenda como outra coisa, mas não fiquei na distancia queria saber o gosto de fazer 20, não iria parar, iria até o final, nem que tivesse que passar a noite toda a fazer em baixadas, a meta era 20 o objetivo ultrapassar, parece que cada vez mais que eu chegava perto mais fácil ficava minha descontração, sendo que parecia que eu e a bola já éramos um só e no final não tínhamos tanta amizade, conseguir, conseguir percebi que ao fazer 20 me sentia muito melhor, percebi que na vida é assim às vezes você vai construindo e quando você chega no fim tudo para, mas o segredo é recomeçar, sempre recomeçar, e no fim você se supera, conseguir fazer mais de 20 embaixadas... uhasuahahssuahs

Quem saiba vire um profissional de qualidade.
Não é nascer com o dom é treinar quem nem louco.

Uma lição na vida.
“Somos um espaço no tempo...” F.F.S

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